Para sermos humanos não basta apenas sermos seres orgânicos da espécie homo sapiens. Não seremos verdadeiramente humanos, se não tivermos aquele incrível sentimento de nome poqueno, mas de poderes imensos. Aquele sentimento que nos dá uma força de titãs, que é par dar e salvar vidas, além de iluminá-las, e se manifesta em muitas formas: às vezes como um abraço, às vezes como um sorriso, às vezes como um carinho, às vezes como um beijo, às vezes como caridade, às vezes como um bilhetinho, às vezes nos gestos, outras em amizade, etc. Enfim, não seremos realmente humanos - independentemente de sermos feitos de bases nitrogenadas de carbono ou não - se não tivermos a capacidade de amar.
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
9:17 AM
20.12.04
Eu nem se quer sou poeta: Vejo.
Só vejo.
Tudo o que pensam ou não pensam de mim é independente de mim.
Se fosse outro talvez pensaria sobre o que pensam de mim.
Como sou eu,
Penso só os meus pensamentos:
Penso o que penso de mim, e não posso pensar o que pensam de mim - para que me preocupar?
Me alegro por isso.
Me alegro em saber que o que é UNIverso ainda se faz de indivíDUOS.
Me alegro em saber que o Tudo só é tudo se contém também o Nada.
Me alegra saber que Nada contém Tudo.
Uma vez chamei-me aprendiz de poeta,
Talvez nem isso seja:
Vejo,
Só vejo,
E vejo só.
Vejo as coisas,
E talvez,
Nas coisas um pouco mais que as coisas;
Talvez meus pensamentos refletidos.
Vejo com cinco olhos:
Os outros três são olhos de não-poeta.
Vejo.
Vejo coisas, que é o que se vê.
Vejo versos, que também são coisas.
Vejo nada.
Talvez,
Só te vejo.
Vejo...
Você quando os olhos fecho.
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
10:37 AM
Poema ( Obsceno(?))
Feiticeira Urbana
Ó, Santa Profana,
Feiticeira Urbana,
Amada Ufana!
Venha cativar quem por ti clama,
A quem mais que o mundo tanto te ama.
Ensina-me a desbravar o amar,
Que mais segredos tem que o mar.
Faça-me de eu teu,
E meu ser será todo seu,
E seu ser com o meu
Será um só eu.
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
10:36 AM
15.12.04
Um pensamento de final de ano.
O mundo pensa em construir vencedores, todos contra todos numa competição irracional, louca. Eu penso..., em construir amizades, laços fraternos, para que todos sejam vencedores. A variabilidade genética nos humanos é menor do que num pequeno grupo de chimpazés: somos todos irmãos; por isso me alegro com cada vitória de vocês. Parabéns à todos e todas por existirem. Feliz Natal - seja lá o que Natal signifique para cada um - e um ótimo Ano Novo ( a humanidade tem mania de celebrações; pensando bem, isso é divertido ).
Sinceramente,
Francisco Maximiano da Silva
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
8:32 AM
14.12.04
Sanatório
(Branco) Visita:
Olá!
...........................................
Tive saudades de ti;
Você é tão...,
Tão..........,
Tão linda.
E eu...,
É.....................,
Tão esquisito;
Me sinto mal em mim mesmo.
Isso não é bom, não é?
Queria ser como você.
(Rosa) Sorriso Piedoso:
Você vai ficar bom.
...............................
Bom?, quando?
Vai ficar, eu sei.
(Azul) Abraço:
Eu te amo; isto é loucura?
Olhar para baixo:
...........................
Procure não pensar nisso,
Eu sei que me ama, sempre soube.
.....
E você?,
É......, me ama?
...............................................................................
(Vermelho) Afastas-se:
Descanse,
Está na hora da sua medicação.
(Amarelo) Olhar de despedida ( sorriso ):
Tchau, tenho que ir.
......................................
Bom...,
Você não detransforma sapos,
Mas acho que ilumina;
Obrigado!
(Adormece)
Poema-narração de: Frank Leber
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
10:04 AM
13.12.04
Sou o que não é
Achar?
Ora, achar?
Achar, eu não acho nada.
Eu nem sequer me encontro.
Acho só que sou um pensamento livre,
E
Sou preso por ser livre.
Sou livre-preso dentro do indivíduo
Que tenta se libertar:
Sua sociabilidade é a capacidade de pregar máscaras à cara.
Pobre ser autenticamente inautêntico!
Eu!?
Eu não existo,
No sentido físico da palavra,
Por isso,
Não me prendo às sociabilidades.
Tudo que acho é o outro que acha por mim.
Eu não acho nada além do tudo,
Sou só um psíquico-heterônimo:
Acho das coisas, as coisas em si.
O resto - de social ou não -,
O outro(?) que por mim ache,
Já que escreve por mim.
Eu nele me acho
( Sem regras de social, que não sou por ser só
Pensamento e ser nada ),
Em pontos iguais, em outros antítese.
Sou o não-ser que é,
É o que eu acho.
Poema de: Frank Leber.
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
1:02 PM
10.12.04
OFERECERAM-ME uma visão escura do mundo.
Peguei,
Pois,
Escuro cinza é a cor do mundo azul
Que se faz em cinza.
Cinza de mundo,
Cinza de um paraíso tornado inferno.
Por isso peguei.
Para regar as cinzas com lágrimas;
Ver se nelas nascem orquídeas, lírios, e rosas;
Ver se nasce um pé de amor,
Que para toda criança dará um fruto de esperança,
Cujas sementes
Germinarão no coração das gentes,
Brotando bondade nos corações dos homens.
Poema de: Francisco Maximiano da Silva
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
3:36 PM
9.12.04
My second self?
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
4:03 PM
7.12.04
CADA DIA AO SEU LADO seria um ritual da magia.
E a mágica?
Se chama, simplicidade, felicidade, sorriso, alegria...
Vida simples, só-vida-toda-vida, com um ¿Bom dia!¿ todo dia
Vida: coisa fantástica.
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
3:17 PM
6.12.04
"Aliás, você não notou que eu estou mais lá do que aqui?" ( Ane Adade interpretando o gato Cheshire em "Alice no País da Maravilhas")
Alice: Poderia me dizer, por favor, qual o caminho para eu sair daqui?
Gato: Oh, mas isso depende muito, minha cara menina, do lugar para onde você quer ir...
Alice: Não me importa muito para onde.
Gato: Neste caso, não importa muito por onde você vá...
Louco!? Sim... Todos aqui são loucos... inclusive você, senão, não estaria aqui!
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
9:22 AM
"Os poetas não concordam com os teólogos. Os teólogos descreveram Deus como um produto híbrido, cruzamento de juiz e de banqueiro. Ele tem um livro de contabilidade onde anota as dívidas dos homens. Pecados. Toda dívida deve ser paga. Perdão livre não há. O pagamento tem de ser feito na única moeda que o banqueiro-juiz aceita: sangue, muito sangue, o sangue de Cristo. Já os poetas descrevem Deus como jardineiro, outros como músico, outros como criança... Escolha o de sua preferência."
Alice queria saber as regras. O Pássaro Dodo explicou: "Primeiro marca-se o caminho da corrida, num tipo de círculo, ( a forma exata não tem importância), e então os participantes são todos colocados em lugares diferentes, ao longo do caminho, aqui e ali. Não tem nada de "um, dois, tres, já". Eles começam a correr quando lhes apetece, ou abandonam quando querem, o que torna difícil dizer quando a corrida termina." Assim a corrida começou. Depois que haviam corrido por mais ou menos meia hora o Pássaro Dodo gritou: "A corrida terminou!" Todos se reuniram ao redor de Dodo e perguntaram: "Quem ganhou?" "Todos ganharam", disse Dodo. E todos devem ganhar prêmios."
Trexos de Rubem Alves
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
3:18 PM
Por que é tão difícil dizer aos outros o quanto gostamos deles?
Quando tempo foi
Não lhe disse.
Agora que se foi o tempo,
Digo tarde, digo apenas, digo em vão:
Eu te adoro.
Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às
3:03 PM